Para carimbar sua vaga na fase de grupos da Libertadores, o Botafogo terá primeiro que superar um desafio extremo: encarar os mais de 4 mil metros de altitude onde joga o Nacional Potosí.
O clube boliviano não é figurinha carimbada em competições continentais. Na Libertadores, sua aparição mais recente foi na pré-Libertadores de 2023, mas a altitude não foi suficiente naquela ocasião. O El Nacional, acostumado com condições parecidas em Quito, não tomou conhecimento e aplicou uma goleada de 6 a 1 em solo boliviano. No entanto, na Copa Sul-Americana de 2025, o fator casa pesou: todos os sete pontos do Nacional Potosí no grupo foram conquistados no Estádio Víctor Agustín Ugarte, onde marcaram sete dos seus oito gols na competição. A defesa também se mostrou mais sólida nos seus domínios, sofrendo apenas dois dos 13 gols totais naquela fase.
O Botafogo nunca enfrentou este adversário específico, mas tem na memória o duelo contra outro boliviano, o Aurora, também pela segunda fase preliminar da Libertadores, em 2024. Na época, o Aurora jogava em Cochabamba, a "apenas" 2.500 metros de altitude. Naquela partida, os donos da casa buscaram o empate aos 50 minutos do segundo tempo (1 a 1), aproveitando o desgaste físico dos brasileiros, embora o Glorioso tenha resolvido a parada no Rio com um sonoro 6 a 0.
Para o confronto de agora, o Botafogo deve adotar uma postura cautelosa e não deve se lançar ao ataque de forma desenfreada. Alguns titulares devem ser poupados ou sequer viajar para preservar o físico. Além disso, o Nacional Potosí não tem a mesma rodagem internacional de um "The Strongest". Para minimizar os riscos, a melhor opção é o mercado de gols abaixo de 2,5, marca que se repetiu nos últimos cinco jogos do Nacional em casa e em três das últimas cinco partidas do Alvinegro como visitante.